A peculiaridade que me permeia já não é mais tão única. Hora e outra, volta e meia recolho um pouco de outros dentro de mim. No que eu falo, tem uns eus que me são estranhos e íntimos ao mesmo tempo. Penso que essas multipersonagens é um tanto de vida que trago comigo. Cada vez mais acredito que sou mais dos outros do que de mim mesma. Mas ainda assim, escolho. Há muitas vozes em tudo que ouço, interferindo naquilo que penso, porém algumas me são atraentes e penetram meus ouvidos como se fossem músicas, é quase um hipnotizar. Me embalam e me abalam, transformam meu jeito de olhar. E quando digo, posso ainda me ouvir em meio as cantorias dos outros fazedores de palavras. Por fim, trazendo essas praticas para o teórico da vida, posso dizer que o faço, ou pretendo, só tem possibilidade de acontecer se houver outros e afins. Agora se torna mais fácil se souber ouvir.

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