quinta-feira, 19 de maio de 2011

“Tomada por um grandioso bem estar adquirido em alguns minutos. Agora me sinto completa. Foi numas águas rasinhas que mergulhei o resto de duvida que havia despertado comigo hoje. Duvida se deveria entregar os momentos aos acontecimentos e faze-los únicos. Duvida se deveria ou não dizer aquilo que penso calada num singelo aceno de mãos. Duvido ainda que não me falte duvidas para ter dias como esse que de tão simples me trouxe a imensidão.”

Foi num laguinho da ponte, que vi um passarinho longe embalado na canção.
Aquilo me pareceu tão aconchegante e estonteante que fez deitar no chão.
E ali deita percebi que meus olhos se perdiam na imensidão, de paz e natureza em um misto em que eu era irrelevante, mas ainda assim era parte da composição. Isso me fez pensar naquela frase pronta, que agora não me lembro com exatidão, nas era algo como: nós homens somos um nada na criação. E ali naquela natural nostalgia do nada que nunca fui, embebida no liquido pós moderno e entrega ao arcadismo velho, pude ressaltar que mesmo pequena do jeito que sou aquele momento não seria pra nós, pequenos seres com eu, se não me deixasse encantar por aquela canção, e se não achasse o Maximo ficar deitada no chão, se não fosse envolvente. Não saboreariam outros dessa possibilidade de visão. Talvez o  que eu queria levar desse emaranhado de sensações, seja apenas a nobreza de compartilhar um pouco do que alcança a minha visão.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um tando do outro, estando comigo.



A peculiaridade que me permeia já não é mais tão única. Hora e outra, volta e meia recolho um pouco de outros dentro de mim. No que eu falo, tem uns eus que me são estranhos e íntimos ao mesmo tempo. Penso que essas multipersonagens é um tanto de vida que trago comigo. Cada vez mais acredito que sou mais dos outros do que de mim mesma. Mas ainda assim, escolho. Há muitas vozes em tudo que ouço, interferindo naquilo que penso, porém algumas me são atraentes  e penetram meus ouvidos como se fossem músicas, é quase um hipnotizar. Me embalam e me abalam, transformam meu jeito de olhar. E quando digo, posso ainda me ouvir em meio as cantorias dos outros fazedores de palavras. Por fim, trazendo essas praticas para o teórico da vida, posso dizer que o faço, ou pretendo, só tem possibilidade de acontecer se houver outros e afins. Agora se torna mais fácil se souber ouvir.     

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eu e o que me cerca


E no meio de tantas, nos encontramos. 
E no final delas, nos separamos.
E no começo do fim, nos apreciamos.
E não deixamos morrer o que ganhamos...
E no limiar da vida, renascemos
E não nos vemos tão pequenos.
mas eu me vejo assim:
Simplesmente "neste ciclo sem fim".
Neste ciclo sem fim...
De flores e de amores, de algo afim
De dores e de cores que preenchem o sim.
De fora e de dentro que extrai-se o cetim
De nuvens e raízes onde encontro meu fim
De rimas e de agouro...  
De Tesouros...  
De choro...
De escolhas,
E ponto final.
E assim escrevendo entre folhas.
Cativo meu lugar entre o Bem e o Mal.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

“Pra mim a paz vale o tempo que percebe sussurros de uma noite inteira.” 

Agora...
Olhando assim, posso dizer,
Que nada daquilo que vi em você
É metade do tudo que posso saber.
Quando o leio...