quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cadê!?

Procurei por todos os lados dos quatro quantos do meu quarto
Procurei na sala da casa vizinha e no quintal dos meus amigos.
Procurei longe daqui, no por do sol e nas estrelas.
Mas...
dentro do quarto é muito dentro de mim, 
na sala vizinha, superfície do outro e o quintal amigo são apenas festejos.
Nada encontrei de novo.
Passei a passear na minha sala  e no banheiro
no quintal vizinho e no quarto amigo.
Encontrei o novo em outro lugar. 
Então quis uma casa nova nesta vila velha
onde tem um tranquila cascata para navegar.



domingo, 19 de junho de 2011

O gosto do onde
faz e esconde
palavras sem fim.
Diversas são pontes
que trazem a onde
o meio é o assim.
E jas não responde
pequeno instante
que passou por mim.
É (ainda) relevante
mas esta nessa estante
tocando flautim.
Se faz presente quando
retomo o gosto
que deixou em mim.
O gosto do quando
Gritando
Girando
saindo de finin...

Depois venta
e vai embora
como chuva ou catapora
que marca e chora, mas não mora.
que fica um dia, traz suas roupas
mas nem tem horas
nem nome completo
nem timbre certo
é fruto do agora
apanha, sente o cheiro e devora.
E dessa feira de frutas maduras
só fica o pé de uma única
que teimamos em regar.

Fica em pé de maracujá
dai vem a calma pra continuar (a plantar)
rega todo dia, faz-se a alegria
mas no jardim (ainda) há muito lugar pra cultivar.
De vez vem uma muda de alguém
flor que já deu certo não fazem mal a ninguém.
E vai floriando, mudando a cara da casa.
que antes o de dentro afoga
agora o de fora adentra.
Muda rima, muda verso, muda jeito de dizer
o simples floresce fácil de compreender.
Mas vem o jardineiro (às vezes) impor respeito,
vem podar ervas daninhas e galhos velhos
E não pede permissão
bota  chapéu  e caminhão
leva parte do sentido
fica um tanto (mas) sem conjunção
fica parte do agora
põe o mal fora de mão
Vejos as flores florenado
mas não vejo a transição
o que é belo para o belo
é bonito é nada mais
não preciso ter o feio
desde que sua ausência
seja a ciência que compõem a paz.

Mas a qualquer momento
essa moras, feita de agoras
pode ser concreto
E pode florear
pode ter um  teto
e pode gotejar
pode ser  prédio
ate mesmo se reinventar
E sendo qualquer hora
as flores apanhadas
permanecem plantadas
no onde e quando daquele lugar.
Não vou te dizer
nome e o endereço
não vou te telefonar
não vou explicar nada do que disse
nem vou te contextualizar.
Porque temos somente sementes
que cada um faz germinar.

"Sou (estou) sujeito (ao) abstrato com (como o) objetivo de plantar"

sábado, 4 de junho de 2011

A paz...
Quem tomou um gole do seu copo,
Transpirou ...
É preciso ser dito;
o gosto que tem esses líquidos e te embriagam
É preciso.
Mas pode ser múltiplo. Basta me dizer,
o que vem de você
Assim, ao menos saborearei um tanto seu
e dos seus saberes, seremos um gole a mais
no corpus que nos envolve.

*Corpus linguístico é um conjunto de textos escritos ou falados numa língua que serve como base de análise. O estudo de corpora (plural de corpus) apresenta muitas vantagens

O ímpeto de ter o sol nos olhos,
para iluminar seu sorriso radiante;
extreme meu corpo
diante do seu olhar distante.
O casual de minhas palavras que,
fingem ser intermédio de meus medos,
são muito menos do que grito pelos olhos
quando penso nos seus.
E dessa presa que me faço em calar o que,
Penso...
surge o incontrolável do sentir.
O necessário do broto que deixou em mim
é assim com outros que nascem,
ser regados, sem regras que fogem ao amor.

* ímpeto: impulso; movimento acelerado e violento; ardor com que se atua.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

“Tomada por um grandioso bem estar adquirido em alguns minutos. Agora me sinto completa. Foi numas águas rasinhas que mergulhei o resto de duvida que havia despertado comigo hoje. Duvida se deveria entregar os momentos aos acontecimentos e faze-los únicos. Duvida se deveria ou não dizer aquilo que penso calada num singelo aceno de mãos. Duvido ainda que não me falte duvidas para ter dias como esse que de tão simples me trouxe a imensidão.”

Foi num laguinho da ponte, que vi um passarinho longe embalado na canção.
Aquilo me pareceu tão aconchegante e estonteante que fez deitar no chão.
E ali deita percebi que meus olhos se perdiam na imensidão, de paz e natureza em um misto em que eu era irrelevante, mas ainda assim era parte da composição. Isso me fez pensar naquela frase pronta, que agora não me lembro com exatidão, nas era algo como: nós homens somos um nada na criação. E ali naquela natural nostalgia do nada que nunca fui, embebida no liquido pós moderno e entrega ao arcadismo velho, pude ressaltar que mesmo pequena do jeito que sou aquele momento não seria pra nós, pequenos seres com eu, se não me deixasse encantar por aquela canção, e se não achasse o Maximo ficar deitada no chão, se não fosse envolvente. Não saboreariam outros dessa possibilidade de visão. Talvez o  que eu queria levar desse emaranhado de sensações, seja apenas a nobreza de compartilhar um pouco do que alcança a minha visão.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um tando do outro, estando comigo.



A peculiaridade que me permeia já não é mais tão única. Hora e outra, volta e meia recolho um pouco de outros dentro de mim. No que eu falo, tem uns eus que me são estranhos e íntimos ao mesmo tempo. Penso que essas multipersonagens é um tanto de vida que trago comigo. Cada vez mais acredito que sou mais dos outros do que de mim mesma. Mas ainda assim, escolho. Há muitas vozes em tudo que ouço, interferindo naquilo que penso, porém algumas me são atraentes  e penetram meus ouvidos como se fossem músicas, é quase um hipnotizar. Me embalam e me abalam, transformam meu jeito de olhar. E quando digo, posso ainda me ouvir em meio as cantorias dos outros fazedores de palavras. Por fim, trazendo essas praticas para o teórico da vida, posso dizer que o faço, ou pretendo, só tem possibilidade de acontecer se houver outros e afins. Agora se torna mais fácil se souber ouvir.     

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eu e o que me cerca


E no meio de tantas, nos encontramos. 
E no final delas, nos separamos.
E no começo do fim, nos apreciamos.
E não deixamos morrer o que ganhamos...
E no limiar da vida, renascemos
E não nos vemos tão pequenos.
mas eu me vejo assim:
Simplesmente "neste ciclo sem fim".
Neste ciclo sem fim...
De flores e de amores, de algo afim
De dores e de cores que preenchem o sim.
De fora e de dentro que extrai-se o cetim
De nuvens e raízes onde encontro meu fim
De rimas e de agouro...  
De Tesouros...  
De choro...
De escolhas,
E ponto final.
E assim escrevendo entre folhas.
Cativo meu lugar entre o Bem e o Mal.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

“Pra mim a paz vale o tempo que percebe sussurros de uma noite inteira.” 

Agora...
Olhando assim, posso dizer,
Que nada daquilo que vi em você
É metade do tudo que posso saber.
Quando o leio...