O gosto do onde
faz e esconde
palavras sem fim.
Diversas são pontes
que trazem a onde
o meio é o assim.
E jas não responde
pequeno instante
que passou por mim.
É (ainda) relevante
mas esta nessa estante
tocando flautim.
Se faz presente quando
retomo o gosto
que deixou em mim.
O gosto do quando
Gritando
Girando
saindo de finin...
Depois venta
e vai embora
como chuva ou catapora
que marca e chora, mas não mora.
que fica um dia, traz suas roupas
mas nem tem horas
nem nome completo
nem timbre certo
é fruto do agora
apanha, sente o cheiro e devora.
E dessa feira de frutas maduras
só fica o pé de uma única
que teimamos em regar.
Fica em pé de maracujá
dai vem a calma pra continuar (a plantar)
rega todo dia, faz-se a alegria
mas no jardim (ainda) há muito lugar pra cultivar.
De vez vem uma muda de alguém
flor que já deu certo não fazem mal a ninguém.
E vai floriando, mudando a cara da casa.
que antes o de dentro afoga
agora o de fora adentra.
Muda rima, muda verso, muda jeito de dizer
o simples floresce fácil de compreender.
Mas vem o jardineiro (às vezes) impor respeito,
vem podar ervas daninhas e galhos velhos
E não pede permissão
bota chapéu e caminhão
leva parte do sentido
fica um tanto (mas) sem conjunção
fica parte do agora
põe o mal fora de mão
Vejos as flores florenado
mas não vejo a transição
o que é belo para o belo
é bonito é nada mais
não preciso ter o feio
desde que sua ausência
seja a ciência que compõem a paz.
Mas a qualquer momento
essa moras, feita de agoras
pode ser concreto
E pode florear
pode ter um teto
e pode gotejar
pode ser prédio
ate mesmo se reinventar
E sendo qualquer hora
as flores apanhadas
permanecem plantadas
no onde e quando daquele lugar.
Não vou te dizer
nome e o endereço
não vou te telefonar
não vou explicar nada do que disse
nem vou te contextualizar.
Porque temos somente sementes
que cada um faz germinar.
"Sou (estou) sujeito (ao) abstrato com (como o) objetivo de plantar"