“Tomada por um grandioso bem estar adquirido em alguns minutos. Agora me sinto completa. Foi numas águas rasinhas que mergulhei o resto de duvida que havia despertado comigo hoje. Duvida se deveria entregar os momentos aos acontecimentos e faze-los únicos. Duvida se deveria ou não dizer aquilo que penso calada num singelo aceno de mãos. Duvido ainda que não me falte duvidas para ter dias como esse que de tão simples me trouxe a imensidão.”
Aquilo me pareceu tão aconchegante e estonteante que fez deitar no chão.
E ali deita percebi que meus olhos se perdiam na imensidão, de paz e natureza em um misto em que eu era irrelevante, mas ainda assim era parte da composição. Isso me fez pensar naquela frase pronta, que agora não me lembro com exatidão, nas era algo como: nós homens somos um nada na criação. E ali naquela natural nostalgia do nada que nunca fui, embebida no liquido pós moderno e entrega ao arcadismo velho, pude ressaltar que mesmo pequena do jeito que sou aquele momento não seria pra nós, pequenos seres com eu, se não me deixasse encantar por aquela canção, e se não achasse o Maximo ficar deitada no chão, se não fosse envolvente. Não saboreariam outros dessa possibilidade de visão. Talvez o que eu queria levar desse emaranhado de sensações, seja apenas a nobreza de compartilhar um pouco do que alcança a minha visão.
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