"É incrível, nossa amizade de infância : nós conhecemos feito irmãos. E é em você que certas vezes confio mais do que a mim próprio. Posso dizer com toda certeza que te amo."
Uma autentica declaração de amor fraterno, sim é digno e belo. Mas me explique, é impressão minha ou esta cena acontece em algumas fazes de nossas vidas? Por exemplo, vou me explicar: na escola primaria temos um grande amigo, as vezes um vizinho ou filho dos amigos de seus pais. Depois no colégio conhecemos aquele que tem tantas advertências quanto você, ou talvez não fale com muitas pessoas como você, ou ainda são filhos dos amigos dos seus pais, por algum motivo essas pessoas são partes essenciais na sua vida e você não imaginou como chegariam ou como poderão algum dia não fazer mais parte dela. São seus melhores amigos, irmãos, brothers, confidentes fieis, e assim você é para eles. Pessoas que dedicamos todo nosso amor fraterno e criamos sem perceber uma bolha protetora, para garantir que esse amor nunca se perca por ai. Isso é legal e acredito que nem ser quer faz mal, e como dizem as mães: tome cuidado com quem você anda, meu filho! Tá certo, cuidamos direitinho. E para falar bem a verdade sinto que meus amigos de infância serão sempre especiais para mim.
Porém, vem os tempos de universidade e nossa pequena bolha se torna ridícula perto de tamanha diversidade de mundo, pessoas, e ideias, gostos, costumes, de tudo e de todos os tipos de relações que podemos e que fazemos durante esse período. E então me pego pensando, será que um dia aquela velha amizade ira acabar? Não, logico que não, conhecer pessoas novas - tão sensacionais quanto meus velhos amigos - não significa deixar de amar e tê-los como irmãos. Certo, isso também é bastante pessoal. Porém nesse instante vejo uma coisa que desconfio. Sinto que sem querer, ou sem perceber as pessoas que vou conhecendo nesta fase incrível da minha vida são de grande peso e de muita importância, mas também sei que irão passar, seguir seus caminhos e etc, e talvez algumas fiquem assim como aqueles que dividi coisas e momentos incontáveis na época em que os pais ainda palpitavam sobre com quem deveria ou não ter amizade. Pois bem, não tenho certeza disso, são só nuvens de ideias que passam por minha cabeça, e as vezes chove em mim questões como essas: será que ainda limito meu circulo de amizade, será que ainda não percebi que a velha bolha já estourou, ou que talvez ela nunca existiu, será que forçamos estar perto de pessoas que achamos ser o mais compatível? Sei lá. Esses ares de universalidade da universidade sempre me faz pensar no quanto em mim ainda pode ser construído e sabendo que isto é uma obra para muitas mão, braços e abraços, fico aqui pensando se verdadeiramente somos abertos para termo-nos como irmãos.
Esses são pensamentos que surgiu com a lembrança de um grande amigo, que não pela quantidade mais sim pela intensidade de sua amizade, me fez perceber a importância de estar de portas abertas e à vontade para a "sorte" entrar. Nenhum de nós será tão capaz se não tentar. E ele diz: "eu vou estar lá, para recepcionar os novatos, mostrar para eles o alojamento ... " Sei que fará muito mais do isso, por que tem coisas que somente através dos olhos pode-se enxergar!
Um grande abraço para todos meus amigos dessa vida e à todos que estão por vir
(Marcela Lamoréa)


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